Publicada em 22/05/2018 às 13h55. Atualizada em 22/05/2018 às 15h58

Como o Botox funciona no tratamento do bruxismo?

Saiba como essa técnica pode auxiliar no combate a dores orofaciais.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Conhecida em todo o mundo por retardar o surgimento de marcas de expressões ao ser utilizada em tratamentos estéticos, a toxina botulínica, mais conhecida como Botox, também é grande aliada da Odontologia no tratamento de algumas disfunções, entre elas, o bruxismo. A patologia acomete cerca de 40% da população brasileira, afetando indistintamente homens e mulheres. A substância também auxilia dentistas no tratamento de dores faciais e sorriso alto, quando há exposição excessiva da gengiva.

O bruxismo, disfunção considerada aparentemente simples, caracterizada pelo ranger ou apertar dos dentes durante o dia ou, habitualmente, durante o sono, pode causar muitos transtornos.  Os efeitos dessa patologia vão desde o desgaste dos dentes e dores mandibulares  ao cansaço durante o dia, enxaquecas, insônia, dificuldade de concentração e, em alguns casos, o dente pode até fraturar.  

Com a aplicação da toxina botulínica nos músculos masséter, temporal e pterigoides (músculos da face), o tecido relaxa e a tensão na região diminui, evitando atrito entre os dentes e, consequentemente, desgastes. A terapêutica permite uma reeducação da musculatura mastigatória e os pacientes não precisam usar as placas noturnas que impedem contato entre os dentes, indicadas para a hora de dormir. Os resultados têm duração de seis meses.

A dor facial, provocada por alterações na articulação que liga o maxilar à mandíbula, também causada por bruxismo, é outro problema que pode ser tratado com toxina botulínica.  Com essa terapêutica, evita-se o tratamento com medicamentos, que podem provocar efeitos colaterais. O sorriso alto, também conhecido como sorriso gengival, é quando a região fica excessivamente exposta durante o sorriso. A aplicação da toxina botulínica para relaxar a musculatura responsável pelo sorriso é uma opção não invasiva, que evita, muitas vezes, o tratamento convencional que consiste em realização de cirurgia.

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