Publicada em 03/10/2017 às 14h18. Atualizada em 03/10/2017 às 17h57

Como o estresse pode afetar sua saúde bucal?

Ele pode interferir nos hábitos de higiene oral, desencadeando doenças como gengivite e periodontite.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Muitos brasileiros enfrentam o estresse em seu dia a dia.  Trata-se de uma defesa natural que nos ajuda a sobreviver, mas a cronicidade do estímulo estressante acarreta consequências danosas ao nosso organismo, podendo afetar inclusive a saúde bucal. Confira entrevista com o dentista Leonardo Costa.

iSaúde Bahia - De que modo o estresse pode afetar a saúde bucal de indivíduos? 

Dr. Leonardo Costa - O estresse pode afetar a saúde bucal de várias maneiras. Pacientes estressados geralmente negligenciam a higiene oral, o que pode desencadear doenças como gengivite (inflamação da gengiva), periodontite (doença que afeta desde a gengiva até o osso que envolve e suporta o dente) e cárie (deterioração do dente). O estresse pode, ainda, reduzir o fluxo salivar (xerostomia), comprometendo a integridade dos tecidos bucais. Além disso, pacientes estressados podem desenvolver bruxismo (ranger dos dentes) e apertamento dental (hábito de apertar involuntariamente os dentes da arcada superior com a inferior), que causam o desgaste da estrutura dental. Por fim, pode provocar problemas na ATM (articulação temporomandibular). Dor de cabeça, dor de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos são alguns dos sintomas associados. 

iSB -  Quais os principais fatores de risco para doenças periodontais?

Dr. Leonardo Costa -  O principal é a má higiene oral, porém, o tabagismo, a  diabetes mellitus, fatores genéticos e alterações hormonais também contribuem para o problema.  

iSB -  O que fazer para a prevenção de doenças periodontais? 

Dr. Leonardo Costa - A melhor forma de prevenir as doenças periodontais é melhorar os hábitos de higiene oral e procurar um dentista, pois ele irá contribuir com a prevenção e realizar os tratamentos mais adequados. Em relação ao estresse, sabe-se que não é possível eliminá-lo da vida das pessoas, mas existem meios para evitar que ele se torne excessivo e, consequentemente, acarrete tantos problemas para os indivíduos.

Curiosidade 

O termo estresse foi utilizado pela primeira vez na área da saúde, em 1926, por Hans Selye (1907-1982) para designar um conjunto de reações específicas que ele havia observado em pacientes que sofriam das mais diversas patologias. Em 1936, Hans desenvolveu um modelo do estresse que denominou de síndrome geral da adaptação e que consistia em três fases: a reação do alarme; o estágio da resistência (no qual a adaptação é alcançada) e o estágio da exaustão (possível perda da adaptação ou da resistência). Ele considerava o estresse como uma resposta corporal não específica a qualquer demanda causada por condições agradáveis ou desagradáveis.

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