Publicada em 13/06/2012 às 00h00. Atualizada em 30/06/2014 às 10h37

Como prevenir que a criança tenha problemas de visão?

Aprenda a identificar os sinais que seu filho pode apresentar com a Dr.ª Regina Pinheiro

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A prevenção de quaisquer problemas na criança começa na gestação. O pré-natal é fator decisivo no desenvolvimento normal do bebê, visto que diversas patologias que acometem o feto podem acarretar prejuízos na visão. Exemplos clássicos: toxoplasmose congênita, citomegalovirose, rubéola, sífilis congênita e neonatal; algumas das quais dispõem de tratamento durante a gestação minimizando ou eliminando os efeitos deletérios de tais infecções sobre a formação do globo ocular e desenvolvimento da visão.

Logo após o nascimento, na sala de parto, é preconizado instilar uma gota de colírio de Nitrato de Prata 1% em ambos os olhos para prevenir Conjuntivite Gonocóccica (Método de Credé).



Faz-se necessário realizar o "Teste do Olhinho" ou "Teste do Reflexo Vermelho" com um oftalmoscópio, se possível ainda na maternidade, para uma breve avaliação do reflexo vermelho pupilar. Se houver alteração (ex: ausência do reflexo vermelho), o recém-nascido deve ser encaminhado imediatamente para um oftalmologista para exame acurado, a fim de diagnosticar patologias oculares como catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade (em RN prematuros), trauma no parto. Esse teste, mais adiante, também pode detectar a presença de estrabismo (Hirschberg).

"Os pais devem estar atentos a alterações como lacrimejamento constante e persistente, geralmente após dois anos de idade, fotofobia intensa, heterocromia, necessidade de aproximar-se demais de objetos..."

 Os pais devem estar atentos a alterações como lacrimejamento constante e persistente, geralmente após dois anos de idade, fotofobia intensa, heterocromia, necessidade de aproximar-se demais de objetos ou televisão para vê-los, eventual  hiperemia conjuntival, secreção ocular, presença de nistagmo, desvio. São importantes os cuidados, como evitar que criança fique sem supervisão na cozinha, com o manuseio de objetos pontiguados por crianças menores, dentre outros habituais.

O bebê deveria ser avaliado de rotina por um oftalmologista, durante seu primeiro ano, caso não haja necessidade de avaliação antes de tal idade. Pode ser feito um acompanhamento anual da acuidade visual, contanto que os pais estejam sempre atentos a mudanças e anormalidades no comportamento visual e escolar da criança. Se houver história familiar de doenças oculares, principalmente em irmãos, a consulta oftalmológica poderá ser necessária em intervalos menores. Na consulta, exames como tonometria, topografia de córnea, ultrassom e outros serão solicitados ou já realizados de acordo com a indicação.

Um importantíssimo fator de cuidado com a visão da criança é o relatório escolar. É na escola que a criança passa a maior parte do dia e irá usar a visão de longe e de perto constantemente. Em muitas ocasiões, é a professora que percebe algum déficit na criança que poderá ser um erro refracional, ambliopia, estrabismo ou outras afecções.

"Um importantíssimo fator de cuidado com a visão da criança é o relatório escolar. É na escola que a criança passa a maior parte do dia..."



Durante o verão, é importante a proteção dos olhos, principalmente em cidades praianas, com uso de óculos escuros de qualidade ou chapéus/bonés.
As crianças maiores que têm como hábito usar por tempo prolongado computadores, televisão e videogames devem ser monitoradas em relação ao piscar dos olhos, que pode causar olho seco e desconforto.



Dados do Ministério da Educação indicam que o número de alunos na primeira série do ensino público fundamental é de quase 6 milhões. Entretanto, somente parte inexpressiva dessa população se submete a algum tipo de avaliação oftalmológica antes de ingressar na escola.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 8 milhões de crianças em idade escolar sejam portadoras de algum tipo de deficiência visual e apenas 25% delas apresentem sintomas; os outros três quartos necessitariam de teste específico para identificar o problema. A maior parte desses casos é encontrada em países em desenvolvimento.

"...no Brasil aproximadamente 20% dos escolares apresentam alguma alteração oftalmológica."

Números publicados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostram que no Brasil aproximadamente 20% dos escolares apresentam alguma alteração oftalmológica. Segundo o CBO, 10% dos alunos primários necessitam de correção por serem portadores de erros de refração: hipermetropia, miopia e astigmatismo; destes, aproximadamente 5% têm redução grave de acuidade visual. As causas desses distúrbios são as mais variadas e podem estar vinculadas a fatores biológicos, sociais e ambientais.
Dra. Regina agradece a colaboração dos residentes do IBOPC e HGRS. 

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