Publicada em 27/06/2013 às 15h38. Atualizada em 30/06/2013 às 16h51

Como recuperar as atividades do braço após um derrame?

Saiba mais sobre o uso da Terapia de “Contensão” Induzida na recuperação do braço após um AVC (derrame).

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame,   leva a alterações motoras em um lado do corpo e compromete o desempenho nas atividades diárias. Muitas vezes o paciente recupera a capacidade de andar, no entanto, continua sem usar o braço no seu dia a dia. 

Diversos são os graus de comprometimento e as limitações vão variar de acordo a lesão. Alguns pacientes terão isquemias ou hemorragias graves, mas outros mesmo com lesões leves, acabam não usando o braço mais fraco. Esse não uso faz com que ocorra um aprendizado inadequado onde toda vez que o indivíduo tenta usar o braço mais fraco, tem uma frustração e acaba escolhendo o mais forte para executar a tarefa. Com o tempo o indivíduo irá optar sempre pelo mais forte para qualquer atividade. 

Esse reforço do “não uso” dificulta a recuperação do membro superior após um AVC e diversas técnicas são utilizadas para o tratamento, no entanto, a terapia com maior evidência científica para esse perfil de paciente é a “contensão” induzida (TCI). 

A terapia de “contensão induzida” é uma estratégia de tratamento viável para recuperar o uso do braço após um AVC. É necessário, para se beneficiar com essa conduta, que o paciente esteja dentro de critérios específicos. Para saber se está dentro desses critérios, é fundamental que seja feita uma avaliação com um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional que tenha formação na TCI. 

Essa conduta é baseada em três pilares que são: Treino intensivo acompanhado pelo terapeuta, treino comportamental e uso de uma luva para restringir o movimento do membro superior mais forte. Dessa forma, o braço mais fraco é forçado a ser utilizado. 

O protocolo da TCI consta de duas semanas com atendimentos diários (10 dias úteis consecutivos) durante 3 horas onde o paciente é submetido a um treino específico, além de uma avaliação. 



Durante o protocolo o paciente realiza, além do treino com o terapeuta, atividades domiciliares e deve usar a luva de “contensão” durante 90% das horas acordadas. É de extrema importância a orientação do terapeuta durante a aplicação desse protocolo e o resultado é normalmente o aumento do uso do membro superior. 

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