Publicada em 05/09/2011 às 21h35. Atualizada em 07/09/2011 às 00h03

Distúrbios do sono, instabilidade emocional, desânimo, incapacidade para relaxar? Cuidado, você pode estar sofrendo de Síndrome de Burnout

Os profissionais de saúde, educação e segurança são os mais vulneráveis.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"Esta síndrome, que tem o nome originado do verbo inglês "to burn out" - queimar por completo, consumir-se".

A área de prestação de serviços, ou setor terciário, ultimamente tem crescido bastante e empregado um número grande de trabalhadores, exigindo-lhes o desenvolvimento de novas competências interpessoais para lidar de forma adequada com os usuários dos serviços que presta. Exatamente por este caráter relacional estabelecido entre profissional e usuário que este trabalho pode levar a uma sobrecarga emocional, principalmente quando envolve a responsabilidade de cuidar de outras pessoas.

Justamente pela exposição constante a fatores interpessoais no desempenho de suas atividades, os profissionais de saúde, profissionais da educação e da segurança (os policiais) são considerados os mais vulneráveis ao desenvolvimento da síndrome de burnout.

Esta síndrome, que tem o nome originado do verbo inglês "to burn out" - queimar por completo, consumir-se – foi nomeada pelo psicanalista nova-iorquino Herbert J. Freudenberger, no início dos anos 70.

É uma síndrome psicológica, de esgotamento profissional, decorrente da tensão emocional crônica, vivenciada pelos profissionais cujo trabalho envolve o relacionamento intenso e frequente com pessoas que necessitam de cuidados e/ou assistência.

Deve ser entendida como um processo desenvolvido a partir da estreita relação entre características pessoais e características do ambiente de trabalho, sendo abordado nos seus fatores multidimensionais: exaustão emocional - sensação de esgotamento tanto físico como mental; ceticismo - tratamento indiferente e impessoal com os usuários de seus serviços; e ineficácia - declínio do sentimento de competência e produtividade no trabalho.

Alguns sintomas do burnout são: fadiga constante, distúrbios do sono, instabilidade emocional, desânimo, depressão, incapacidade para relaxar, dificuldade de aceitação de mudanças, falta de concentração, entre outros.

"A prevenção é sempre o melhor caminho e é mais eficaz quando envolve as organizações onde estes profissionais atuam, já que os fatores organizacionais influenciam mais o desenvolvimento da síndrome".

A prevenção é sempre o melhor caminho e é mais eficaz quando envolve as organizações onde estes profissionais atuam, já que os fatores organizacionais influenciam mais o desenvolvimento da síndrome do que os fatores individuais. Os estudos indicam níveis de prevenção ou intervenção a depender do momento de ocorrência do burnout.
A prevenção primária antes da sua ocorrência; secundária no momento em que alguns sintomas começam a ocorrer e terciária quando o burnout já atingiu um nível mais elevado. Os programas de prevenção mais eficazes são aqueles onde o foco de atenção está na interação entre o trabalhador e o seu contexto de trabalho.

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