"Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2025 o Brasil será o sexto país do mundo com maior número de idosos, pessoas com 60 anos ou mais".
O aumento da expectativa de vida aliado à melhoria das condições de saúde levaram ao envelhecimento da sociedade. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2025 o Brasil será o sexto país do mundo com maior número de idosos, pessoas com 60 anos ou mais. Esse quadro faz com que sejam revistas as políticas de saúde para essa faixa etária. É preciso pensar em medidas de reabilitação, mas, principalmente medidas preventivas.
O envelhecimento é um conjunto de alterações estruturais e funcionais desfavoráveis ao organismo que se acumulam de forma progressiva em função da idade. Por exemplo, há modificação da taxa de formação óssea que se estabiliza e o aumento da taxa de reabsorção, resultando em osteopenia; a musculatura fica mais fraca e desempenha suas funções com lentidão, prejudicando a marcha e o equilíbrio; a cartilagem fica mais fina e os ligamentos e tendões mais rígidos, diminuindo a flexibilidade. Tudo isso repercute na postura do idoso que pode apresentar: diminuição da estatura, projeção da cabeça pra frente, aumento da curvatura da coluna. Como os brasileiros estão vivendo mais, passaram a experimentar as doenças típicas dessa idade, tais como: hipertensão arterial sistêmica, diabetes, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, osteoporose, depressão, entre outras.
Por isso, as medidas preventivas tornam-se cada vez mais necessárias. O Programa de Vacinação Anual, que visa diminuir o número de internações por doenças pulmonares, e o Programa Academia da Saúde, que incentiva a prática de atividade física com o objetivo de promover uma vida saudável e reduzir as mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis, são algumas das tentativas do governo para melhorar a qualidade de vida dessa população.
"A atividade física atenua as consequências do aumento da idade. Ela promove melhoria da força muscular e do condicionamento aeróbico".
A atividade física atenua as consequências do aumento da idade. Ela promove melhoria da força muscular e do condicionamento aeróbico. Através dela é possível controlar os sintomas de doenças como a hipertensão arterial sistêmica, diminuir o consumo de remédios e melhorar a habilidade para executar atividades rotineiras como subir e descer escadas, carregar objetos e fazer a própria higiene; preparando o idoso para manter a sua independência funcional.
"O meio aquático torna-se um excelente atrativo para a realização de exercícios físicos por diminuir a sobrecarga articular, melhorar a mobilidade e reduzir a dor".
O meio aquático torna-se um excelente atrativo para a realização de exercícios físicos por diminuir a sobrecarga articular, melhorar a mobilidade e reduzir a dor. As propriedades físicas e o aquecimento da água propiciam um maior relaxamento e diminuição da tensão muscular. Outro benefício conseguido através do ambiente aquático é a melhora das reações de equilíbrio corporal, por meio dos efeitos da turbulência que criam situações de instabilidade. Esse equilíbrio é mantido pelo sistema visual, vestibular e proprioceptivo e, quando comprometido, pode prejudicar as habilidades motoras e aumentar o risco de quedas, levando muitas vezes ao isolamento social.
A fisioterapia aquática é cada vez mais indicada na prevenção da saúde do idoso. Um bom programa de treinamento pode manter a flexibilidade e força muscular, diminuir os efeitos da imobilidade e dor, prevenir os índices de queda, melhorar o condicionamento cardiovascular e respiratório mantendo a sua independência física. As benfeitorias atuam também no aspecto psicológico com aumento da autoconfiança e da autoestima, diminuição da ansiedade e do stress.

Fisioterapeuta, egressa da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Pós-Graduanda em Cardiopenumofuncional