Publicada em 17/09/2018 às 00h00. Atualizada em 17/09/2018 às 13h27

Hoje é celebrado o Dia da Pessoa com Deficiência

Você sabe quais as principais barreiras enfrentadas por essas pessoas? Confira o artigo da terapeuta ocupacional Isa Coutinho sobre a realidade dos portadores de deficiência física que vivem na capital baiana.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Um dos maiores desafios enfrentados por uma pessoa com deficiência hoje diz respeito à acessibilidade.  Mesmo com uma das legislações mais avançadas na área ainda “pecamos” neste âmbito. Principalmente no que se refere às barreiras arquitetônicas e atitudinais. 

Não adianta termos projetos que financiem recursos tecnológicos como órteses, próteses ou auxiliares de mobilidade, por exemplo, se não possibilitarmos o trânsito dessas pessoas ou não as reconhecermos como seres de direitos. É necessário compreender que além dos recursos assistivos existe um sujeito que os utiliza e lhe atribue “vida” e significados. E, portanto, precisa ser considerado. 



No que tange às questões arquitetônicas, por exemplo, os espaços urbanos ainda constituem-se como um dos maiores desafios, sendo, muitas vezes, um fator de exclusão. Recentes pesquisas apontam as dificuldades que uma pessoa com cadeiras de rodas enfrenta para locomover-se em calçadas ou espaços nas diversas cidades do país, dentre elas a cidade de Salvador. 

"...citando Salvador como exemplo, é possível encontrar uma cidade de arquitetura desigual e constituída por inúmeras encostas. Nessa lógica, como podemos pensar em mobilidade e locomoção?"



Ainda citando Salvador como exemplo, é possível encontrar uma cidade de arquitetura desigual e constituída por inúmeras encostas. Nessa lógica, como podemos pensar em mobilidade e locomoção? De que forma uma pessoa com cadeira de rodas ou outro tipo de dispositivo por mais avançado que seja pode se locomover, sair de sua casa? Com isso, quero dizer que pensar em acessibilidade significa também pensar em planejamento urbano.

Outro exemplo, a Biblioteca Central dos Barris, também em Salvador, é um dos maiores acervos da América Latina e patrimônio da Bahia e não apresenta critérios de acessibilidade. Em uma recente pesquisa ainda em fase de finalização, realizada por uma graduanda de Terapia Ocupacional, foi possível constatar que naquele espaço é impossível, dentre outras coisas, uma pessoa com cadeira de rodas usar o banheiro, pois não existe adequação.

Torna-se prioritário que as questões referentes à acessibilidade possam ser discutidas não apenas pela aquisição de instrumentos, equipamentos ou eliminação de barreiras arquitetônicas.  Tratar a acessibilidade significa compreender que as maiores dificuldades podem estar voltadas às barreiras atitudinais, ou seja, o processo de inclusão significa compreender a deficiência como aspectos da diversidade humana.

"Precisamos avançar na compreensão dos direitos das pessoas com deficiência a partir da lógica da participação social". 

A inclusão no mercado de trabalho também é um fato que merece ser discutido. Afinal a lógica é compor o percentual destinado para pessoas com deficiência ou oportunizá-las na ampliação de suas potencialidades? 

Precisamos avançar na compreensão dos direitos das pessoas com deficiência a partir da lógica da participação social. Na compreensão da acessibilidade além das questões arquitetônicas.  Na validação das possibilidades. 

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Serviços Gratuitos
  • SerTo - Serviço de Terapia Ocupacional
    Escola Bahiana De Medicina e Saúde Pública
    Tel.: (71) 3276 8200
    Av. Dom João VI, nº 275, Brotas, Salvador, Bahia, CEP: 40290-000
  • Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação do Portador de Deficiências - 1ª DIRES
    CAS - Centro de Atenção à Saúde Prof. Dr. José Maria de Magalhães Netto
    Tel.:(71) 3270-5796 / 5849,Rua ACM, s/nº Iguatemi, Salvador, Bahia, CEP: 41.840.000
  • Instituto Bahiano de Reabilitação
    Fundação José Silveira
    Tel.: (71) 3504-5900
    Av. Presidente Vargas, 2947,Ondina,Salvador,Bahia
 

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