Publicada em 25/08/2015 às 21h24. Atualizada em 31/08/2015 às 10h51

Quais os efeitos de uma alimentação baseada em alimentos com pH ácido?

Estresse, alimentação incorreta, poluição e envelhecimento são propensas a maior produção de ácidos, colocando em risco o equilíbrio do pH sanguíneo. Saiba mais sobre o assunto.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A acidez no organismo pode induzir condições médicas importantes, tais quais as úlceras, problemas de pele, artrite, osteoporose ou fadiga e depressão. Lembre-se de que o sangue deve-se manter com o pH entre 7,36 e 7,42, ou seja, levemente alcalino. Algumas situações como estresse, alimentação incorreta, poluição e envelhecimento são propensas a maior produção de ácidos, colocando em risco o equilíbrio do pH sanguíneo, de modo que o organismo ativa alguns mecanismos regulatórios como “sequestrar” cálcio dos ossos, a fim de compensar a acidez. E dessa maneira, as reservas de minerais alcalinos são facilmente consumidas em função do estilo de vida ocidental, pois a maioria consome alimentos e bebidas que contêm ácidos fortes e/ou com elevado potencial ácido no organismo. A exemplo das colas e bebidas gaseificadas, pizzas, fast foods, batata frita, pão, bolos, biscoitos, refeições prontas de micro-ondas, café, queijo e outros alimentos ricos em gordura, além das bebidas alcoólicas e tabaco.

Outro fato é que a diminuição do pH sanguíneo está relacionado com o surgimento de doenças. Abaixo de 7,4 de pH, a acidez do sangue torna-se um meio propício para os mais variados fungos, bactérias e vírus. Por exemplo, medições do pH da saliva de pacientes com câncer registraram valores entre 4,5 e 5,7.

Por isso, é importante consumir os alimentos alcalinos em maior quantidade, a fim de manter o equilíbrio ácido-básico do corpo. Contudo, uma forma eficaz de reduzir a acidez no organismo é beber água alcalina (pH > 7) – essa informação é facilmente verificada no rótulo das embalagens de suas garrafas. Ou mesmo beber bastante água, a fim de diluir a acidez sanguínea. Por exemplo, a cada copo de refrigerante ingerido são necessários 30 de água para compensar sua acidez no sangue. A coca-cola apresenta um pH entre 2,0 e 3,0 e, por isso, pode levar a uma rápida utilização das nossas reservas alcalinas – como retirar cálcio dos ossos. Se o corpo está usando constantemente o cálcio para eliminar a acidez advinda de alimentos, então, futuramente, é bastante provável que surgirão sintomas de osteoporose. Estudos científicos comprovam e associam o consumo de bebidas gaseificadas à ocorrência da osteoporose.

- O leite deve estar presente na dieta de um indivíduo adulto?

Sim, mas com algumas ressalvas. Esse é um assunto que divide a comunidade científica até os dias de hoje. Vale a pena, então, conhecer os prós e os contras, a fim de que você faça a sua escolha de modo consciente.

Pesquisas científicas já apontaram o leite como alimento essencial de uma dieta saudável. E, posteriormente, uma parcela da comunidade científica passou a recomendar sua exclusão. E então, o leite faz mal ou não à saúde? Essa polêmica persiste, e uma parte dos médicos e nutricionistas defende a exclusão total do leite por adultos. Entre outros argumentos, prepondera-se o de que o sistema digestivo humano adulto não possui mais a capacidade de processar o leite. Contudo, existe a enzima lactase, a qual digere a lactose que é o açúcar do leite. O processo evolutivo favoreceu essa adaptação humana ao consumo desse alimento. Além disso, o leite é a mais importante fonte de cálcio presente na alimentação humana, com maior biodisponibilidade entre as fontes existentes. É também por isso que a recomendação de leite e derivados é de três porções ao dia.

Entretanto, o leite é contraindicado para quaisquer indivíduos que possuam intolerância à lactose, deficiência de galactoquinase, alergia à proteína presente no leite ou que desenvolvam uma quantidade maior de muco quando consomem o alimento. Nessas pessoas, o consumo de leite pode causar problemas gastrointestinais desde uma indigestão, flatulência e diarreia, até outros mais graves. Para aqueles que apresentam apenas intolerância à lactose, hoje existem recursos como leites sem lactose ou a própria lactase comercial, a qual deve ser utilizada sob orientação médica.

Além desse aspecto, é importante saber que o leite integral é rico em gorduras, em especial, saturadas. Um adulto não necessita de tanta gordura e o excesso da saturada traz uma série de malefícios à saúde, já amplamente conhecidos, como aumento do colesterol total e do LDL-colesterol no sangue, aumento da pressão arterial e maior risco de doenças cardiovasculares. Vale lembrar também mais duas questões: o leite é um alimento com potencial acidificante; e os malefícios provenientes da acidez no organismo. Portanto, assim como em qualquer dieta, deve-se manter um equilíbrio na ingestão dos alimentos, seja ela uma dieta alcalina ou não. Prefira laticínios desnatados, pois o leite integral é altamente acidificante, ao passo que o leite desnatado e seus derivados são pouco acidificantes, além de conterem um baixo teor de gordura.

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