Publicada em 26/12/2011 às 06h59.

Saiba como acabar com aquele “eterno” zunzunzum no ouvido

Perceber sons quando não há nada por perto que possa gerá-los não é normal e, ao contrário do que comumente se pensa, tem tratamento sim!

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Confira participação da Drª. Clarice Saba no Programa do Jô.

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“Um problema que pode ocorrer por um sem-número de causas e que hoje é considerado passível de cura”.

 

Poucas sensações são tão desagradáveis. Imagine não ter direito ao silêncio. É nessa condição que vive 17% da população mundial: com a sensação de um zumbido intermitente, sem que haja qualquer fonte sonora física por perto. Essa percepção de um som que “não existe” não é uma doença, mas antes um sintoma. Um problema que pode ocorrer por um sem-número de causas e que hoje é considerado passível de cura. A outra opção é não tratar e conviver com alterações de humor e o agravamento de patologias, no caso de quem sofre de diabetes e hipertensão, por exemplo. Há registros de pessoas levadas ao suicídio dado o grau de irritabilidade e depressão causado por esse problema.

Devido à grande associação com diversas patologias, o zumbido - como é cientificamente chamado esse “som” - pode servir como sinal de alerta na descompensação das doenças metabólicas de grande impacto na população, a exemplo de hipertensão, diabetes, dislipidemias, hipo ou hipertireoidismo, entre outras. O zumbido tem ainda grandes repercussões na comunicação humana, principalmente nos pacientes que tiveram perda auditiva causada pelo envelhecimento ou por outros fatores, e, também, nos portadores de doenças auditivas ocupacionais.

Seu diagnóstico representa um passo importante na prevenção das patologias citadas acima e seu tratamento é fundamental para a melhoria da qualidade de vida da população. Tanto um quanto o outro devem ser atribuição do otorrinolaringologista. Mas, devido à multiplicidade de causas, torna-se necessário uma ação multidisciplinar, que inclui avaliação e, quando necessário, tratamento, nas áreas de medicina interna, psicologia, fisioterapia, radiologia, terapia ocupacional, odontologia etc.

O assunto é tão importante que tem até um prêmio específico para trabalhos científicos: o Jack Vernon Award - que tive o prazer de receber em março deste ano, pelo estudo multicêntrico que desenvolvi juntamente com uma pesquisadora brasileira e duas australianas. Concorremos com outros 94 trabalhos de todo o mundo.

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Autor(es)

  • Dra. Clarice Saba / CRM BA 9335

    Diretora Técnica do Centro de Otorrinolaringologia da Bahia; Preceptora da Residência Médica em Otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia da Bahia - Hospital Santa Izabel; Fellow em otorrinolaringologia no Jackson Memorial Hospital – USA; Fellow em otorrinolaringologia no Groningen Ziekenhuis – Holanda; Vice-Presidente da Sociedade de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Bahia, Coordenadora e Idealizadora do Ambulatório de Zumbido da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

Curiosidades

• O tipo de barulho produzido pelo próprio ouvido é bem variável. As comparações relatadas pelos pacientes variam conforme o nível cultural e as experiências individuais.
• Quando o zumbido se assemelha ao ritmo de batimento do coração, é sinal de problema nos vasos sanguíneos ou nos músculos próximos da via auditiva. O quadro precisa ser investigado e tratado de maneira diferente dos outros casos.
• O tratamento do zumbido é feito de acordo com sua causa ou causas. Pode ser uma orientação nutricional para regulação de colesterol, triglicérides e glicemia, tratamento da tireóide, reposição de elementos como zinco, selênio etc.
• Há casos em que a solução está relacionada à fisioterapia, tratamento ortodôntico e aparelho auditivo. O tratamento pode durar em média um ano.
• Acredita-se que o deficiente auditivo curse com zumbido, pois a perda auditiva pode ser uma de suas causas.

Serviços Gratuitos
  • Centro de Otorrinolaringologia - Otoneuro
    Hospital Universitário Prof. Edgard Santos - HUPES
    Tel.: (71) 3283-8376
    Rua Augusto Viana S/N, Canela, Salvador, Bahia, Cep. 40.110-060
  • Ambulatório Docente-Assistencial da Bahiana - ADAB
    Tel.: (71) 3276 8200
    Av. D. João VI, 275, Brotas, Salvador, Bahia, CEP. 40.290-000
 

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