Publicada em 07/05/2014 às 00h00. Atualizada em 08/05/2014 às 12h39

Será que você precisa se vacinar contra a hepatite tipo A?

A Dra. Nádia Regina Caldas explica sobre os fatores de risco e os sintomas.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A infecção pelo vírus da hepatite A (HAV) é uma doença aguda autolimitada e não causa hepatite crônica. A transmissão é fecal-oral, por contato interpessoal ou por ingestão de água ou alimentos infectados. Apresenta um período de incubação de 30 dias, sendo mais frequente em crianças e adolescentes, sobretudo em regiões pouco desenvolvidas e tropicais.

Fatores de risco para transmissão:

Ingestão de água e alimentos contaminados: alface, tomate, cebola, morangos, frutos do mar etc.

Sintomas:

O paciente acometido da hepatite pelo vírus A apresenta mialgia (dor muscular), náusea e vômitos; fadiga; desconforto abdominal; icterícia (olhos amarelados) e colúria (urina escura).

A sua profilaxia compreende modificações comportamentais, imunização ativa e passiva.

Modificações comportamentais:

Hábitos de higiene pessoal (lavar as mãos após defecação e antes da preparação de alimentos). Em virtude da contaminação oral-fecal, a principal medida de controle é o saneamento básico com adequado destino dos dejetos, tratamento da água e esgoto e vigilância de populações em situações de risco.

A imunização ativa é representada pela administração de vacina.

Indicação da vacina: pessoas com vários parceiros sexuais; usuários de drogas ilícitas injetáveis; pessoas que viajarão para ou residem em áreas endêmicas; os profissionais da área de saúde ou que interajam diretamente com crianças. Funcionários de creche; trabalhadores do setor de água e esgoto; trabalhadores de laboratórios que tenham contato com sangue e seus derivados; veterinários e treinadores de primatas, com risco de estarem infectados pelo HVA; pacientes com doença hepática preexistentes; pacientes com distúrbios hematológicos.

Indicações por calendário básico de vacinação:

Todas as crianças maiores de dois anos de idade;

Imunização passiva ou após exposição: A imunoglobulina está indicada para indivíduos não vacinados e expostos aos riscos de adquirir a doença (como em contactantes familiares de casos agudos);

Medicação sintomática poderá ser prescrita;

Dieta conforme a aceitação;

Abstinência alcoólica por seis meses;

Não é necessário isolamento;

Atenção especial às medidas de prevenção de transmissão fecal-oral até 10 dias após o início da icterícia (higiene após defecação);

Não há tratamento específico, a doença é autolimitada;

O repouso não é necessário, os trabalhos evidenciam que não muda o curso da doença com o repouso.

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