Publicada em 12/08/2014 às 00h00. Atualizada em 12/08/2014 às 10h32

Três coisas que uma cirurgia plástica não pode mudar

Apesar de todos os avanços em procedimentos estéticos, existem limites e contra-indicações em alguns casos de cirurgia plástica.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A cirurgia plástica é uma especialidade cirúrgica que promove benefícios não somente estéticos, mas também benefícios que possuem impactos diretos na saúde física e mental das pessoas. Entretanto, assim como a medicina em geral, apresenta limitações, pois depende de fatores que não são passíveis de controle absoluto. 

Alguns exemplos de situações em que a cirurgia plástica está contra- indicada são:

•    Reduzir largura de ombros; da mesma forma que a lendária remoção de costela para estreitar a cintura, não existe uma cirurgia tradicional para alcançar esse objetivo. Quaisquer procedimentos sugeridos teriam que modificar a anatomia (ossos, músculos, articulações e ligamentos) através de cortes que inviabilizariam de forma positiva esses procedimentos, gerando riscos exagerados para o paciente.

•    Aumento de pênis; não existe um procedimento bem descrito na literatura que promova de forma eficaz o aumento ou alargamento do pênis. A cirurgia para aumentar o comprimento deve ficar reservada para casos de micropênis, em que a cópula é prejudicada. Ainda assim, o procedimento traz consequências indesejadas que inviabilizam sua ampla indicação. A injeção de substância de preenchimento pode causar danos irreversíveis. Já existem algumas descrições de deformidades sérias causadas por metacrilato e, até mesmo, por gordura (que, por outro lado, é um excelente armamento do cirurgião em cirurgias íntimas femininas, rejuvenescimento facial e cirurgia de mamas, sendo que sua utilização adequada é um dos maiores avanços da especialidade nos últimos anos). 

Mudar a distância entre os olhos; a alteração dessa distância pode ser congênita ou por trauma. As cirurgias craniofaciais são reservadas para casos em que essa distância é muito significativa, promovendo um estigma no paciente. Entretanto, alguns procedimentos mais simples podem virtualmente modificar essa distância. Como exemplo, elevar o dorso de um nariz (aumento da ponte do nariz) torna essa distância aparentemente menor. De forma oposta, reduzir essa altura pode aumentar essa distância. 

O cirurgião plástico experiente deve discutir com os pacientes e pesar o custo x benefício de cada procedimento. O paciente deve compreender as limitações devido à sua anatomia (um indivíduo negro não pode desejar ter um nariz caucasiano, pois isso iria contra seus traços raciais e quebraria a harmonia do rosto). Da mesma forma, o cirurgião deve propor procedimentos que proporcionem harmonia, equilíbrio, beleza e boa função com o mínimo de riscos e menor morbidade possível. Dessa forma, o resultado é a satisfação de ambos.

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