Publicada em 20/01/2017 às 00h00. Atualizada em 24/01/2017 às 10h13

Você conhece a relação entre atividade física e estresse?

A prática regular de exercícios físicos se associa a mudanças significativas favoráveis ao bem-estar e recuperação da saúde mental.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Situações adversas à rotina, como iniciar um novo emprego, casar-se ou separar-se, o nascimento de um filho, sofrer um acidente, são situações que afetam emocional e psicologicamente o indivíduo ocasionando estresses e alterando as respostas neurofisiológicas.

O estresse pode ser definido como uma reação complexa e global do organismo, envolvendo componentes físicos, psicológicos, mentais e hormonais frente a situações que representem um desafio maior e que ultrapassem a capacidade de enfrentamento, visando adaptar o indivíduo à nova situação.

 O estresse subdivide-se em três tipos: estresse físico, causado por alterações anormais na temperatura ambiental e lesões teciduais na qual a regeneração tecidual se faz necessária, tais como hemorragias, cirurgias; estresse psíquico ou emocional envolve a ansiedade pela realização ou a chegada de uma data ou um evento especial; estresse misto que é a junção dos dois tipos citados anteriormente. Independentemente da classificação, há mudanças hormonais quando o indivíduo se depara com algum fator estressor, que afeta a noradrenalina, a dopamina e a serotonina, aminas biogênicas que compreendem a neurofisiologia que envolve o estresse.

Em resposta ao estresse, há um aumento na liberação da adrenalina, sinalizando uma série de adaptações fisiológicas responsáveis por retirar o organismo da homeostase, ocorrendo alterações na frequência cardíaca, aumento na pressão arterial, taquicardia, vasoconstrição na pele e nas vísceras, vasodilatação nos músculos estriados e maior liberação do cortisol no plasma sanguíneo, a dopamina provoca maior excitação do indivíduo deixando-o em um estado de vigilância, já a serotonina, é responsável por gerar um comportamento de defesa, possibilitando que o indivíduo adote estratégias mais adequadas, como exploração cautelosa sendo responsável, ainda, por provocar um estado de ansiedade. Estudos sugerem que a prática regular de atividade e exercício físico está associada a uma série de benefícios psicológicos e fisiológicos que podem inibir esses sintomas, promovendo melhora do humor e redução da ansiedade.

A diminuição da prática de exercício físico acarreta diminuição da  aptidão física, principalmente relacionada à capacidade de resistência cardiorrespiratória, direciona a um quadro de complicações na realização de tarefas do cotidiano ligadas à vida profissional e à prática de atividades físicas e de lazer, o que propicia o aumento das chances que o indivíduo tem para desenvolver doenças crônico-degenerativas (osteoporose, hipertensão, doenças coronarianas, entre outras) e problemas associados aos transtornos psiquiátricos, como a ansiedade, o estresse, a depressão e alguns estados negativos de humor.

"A prática regular de exercícios físicos se associa a mudanças significativas favoráveis ao bem-estar e à recuperação da saúde mental tanto nos negativos quanto nos positivos, gerando melhora no estado psicológico e aumentando a resistência do indivíduo frente ao estresse psicossocial..."

A prática regular de exercícios físicos se associa a mudanças significativas favoráveis ao bem-estar e à recuperação da saúde mental tanto nos negativos quanto nos positivos, gerando melhora no estado psicológico e aumentando a resistência do indivíduo frente ao estresse psicossocial e, assim, a pessoa ativa tem mais chances de "neutralizar" as tensões cotidianas através da prática de exercícios físicos, beneficiando sua saúde como um todo,  Durante o exercício físico, muitos indivíduos são beneficiados pela sensação de prazer  resultante de uma maior liberação da endorfina, hormônio ligado ao bem-estar e bom humor, cuja secreção aumenta em 3 a 10 vezes, no decorrer dessa prática. Pesquisas têm demostrado que os níveis plasmáticos de endorfina podem aumentar independentemente da intensidade do exercício, seja o exercício máximo, aeróbico (natação, corrida de rua, caminhada) ou anaeróbico (musculação, crossfit) . A endorfina é um hormônio de 31 aminoácidos com meia-vida plasmática (sanguínea) de, aproximadamente, 20 minutos e influencia os sistemas metabólico, imune, cardiovascular, respiratório; no apetite, no sono, na função do aprendizado e da memória, nas alterações do humor e na depressão.

Os benefícios psicológicos, sociais e na saúde promovidos pela prática regular do exercício físico encontram-se muito difundidos entre profissionais da área da saúde e na população, no entanto, deve-se ressaltar que, para melhor aproveitar esses benefícios, a orientação de profissionais com a formação adequada e cadastrados no Conselho Regional de Educação Física é de fundamental importância.

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