Publicada em 12/10/2016 às 00h00. Atualizada em 18/10/2016 às 08h37

Você conhece os principais riscos para a saúde do coração?

A doença arterial coronária é a doença que mais mata e/ou incapacita atualmente, podendo ser evitada ou retardada com bons hábitos de vida, os quais devem começar pelas mães durante a gestação.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O coração é o principal órgão do nosso corpo. É a bomba responsável pela circulação do sangue, levando o oxigênio necessário para o funcionamento dos vários órgãos, sem o qual não pode existir vida como a nossa.

A função de bomba do coração depende da contração regular do músculo cardíaco (o miocárdio), o qual também é nutrido pela circulação do sangue. Como ocorre em todos os nossos órgãos, o sangue circula por tubos chamados artérias que, no caso do coração, são denominadas artérias coronárias. Assim sendo, qualquer problema na contração do músculo e na circulação do sangue prejudica o funcionamento da bomba cardíaca com risco para nossa saúde.

Atualmente, a causa mais frequente de risco para o nosso coração é o entupimento das artérias coronárias por placas de gordura (ateromas), caracterizando o processo de aterosclerose que tende a ocorrer ao longo dos anos de vida, em consequência do excesso de gordura de origem animal (carnes gordas, manteiga, leite integral) da nossa dieta, elevando  o teor das gorduras que circulam no sangue (COLESTEROL e TRIGLICÉRIDES) e que vão se depositar na parede das artérias, principalmente nas artérias coronárias.      

Essas gorduras, aliadas ao excesso de açúcar e sal da dieta e à falta de exercício físico regular, levam ao aumento do peso, com acúmulo preferencial de gordura na barriga (obesidade central), caracterizando o perfil corporal atual mais frequente de homens e mulheres na meia idade. Esta é a receita de bolo para o aumento da pressão arterial (hipertensão), do açúcar (diabetes), do colesterol e dos triglicérides no sangue (dislipidemia), condicionando o aparecimento da aterosclerose coronária, a qual se complica com o infarto do miocárdio, angina do peito, insuficiência cardíaca e morte súbita. 

"A doença arterial coronária, responsável pela elevada taxa de mortalidade e incapacitação atual, pode ser evitada ou retardada com bons hábitos de vida, os quais devem começar pelas mães durante a gestação."

A doença arterial coronária, responsável pela elevada taxa de mortalidade e incapacitação atual, pode ser evitada ou retardada com bons hábitos de vida, os quais devem começar pelas mães durante a gestação. Crianças que nascem com excesso ou baixo peso são mais propensas a desenvolver pressão arterial elevada e obesidade, ainda na infância e na adolescência. É importante, portanto, que haja o controle do peso das mães durante a gestação. O mesmo deve acontecer com as crianças e adolescentes que devem ter uma dieta saudável associada a uma atividade física regular, evitando o excesso de peso com consequente elevação precoce da pressão arterial e do açúcar e gorduras no sangue.

O conhecimento atual sobre a doença das coronárias permite que ela possa ser prevenida precocemente, representando um problema social e cultural condicionado a bons hábitos de vida física e mental. A sociedade atual está contaminada com os progressos da tecnologia em medicina, que possui exames muito sofisticados e realiza transplante de órgãos com sucesso. Porém, nenhum desses progressos supera a manutenção do prazer e da segurança do estado de boa saúde, que pode ser conseguido com a aquisição de hábitos de vida saudáveis.

A saúde física e mental requer o conhecimento das condições de funcionamento do nosso corpo. O simples fato de haver bem-estar físico e mental não afasta o risco da doença, desde quando alguns dos riscos citados não trazem sintomas. Pressão arterial, açúcar (glicemia), colesterol e triglicérides elevados ocorrem, na maioria das vezes, silenciosamente. Portanto, é salutar uma avaliação anual de saúde, supervisionada por um médico, com enfoque em aspectos simples como: medição do peso, altura, circunferência da cintura, pressão arterial, glicemia de jejum, colesterol total e frações, dosagem de creatinina e exame sumário de urina. Ademais, em caso de se praticar algum esporte ou realizar exercício físico mais intenso que a caminhada, é conveniente realizar um teste ergométrico. Todos esses cuidados devem estar associados a uma alimentação saudável e atividade física regular, pelo menos três vezes por semana.

Um lembrete final diz respeito à genética: pai e/ou mãe diabéticos, hipertensos, obesos, com gorduras elevadas no sangue e história de doença das coronárias adicionam um risco maior ao descendente, exigindo cuidados preventivos mais rigorosos.  

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