Publicada em 22/05/2014 às 00h00. Atualizada em 22/05/2014 às 08h55

Você sabe como se desenvolve a cárie dentária e de que maneira a alimentação pode influenciar no seu desenvolvimento?

Entenda um pouco mais sobre essa doença.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O esmalte dentário é composto, em sua maioria, pelo mineral fosfato de cálcio, que se organiza na forma de cristais de hidroxiapatita, Ca10(PO4)6(OH)2. A desmineralização/remineralização desse tecido depende do pH e da saliva. No pH fisiológico (acima de 5.5), a saliva fica supersaturada de íons cálcio e fosfato e o dente ganha minerais (mineralização). No pH abaixo de 5.5, a saliva fica subsaturada de íons cálcio e fosfato e o dente perde minerais (desmineraliza). 

Tal processo de desmineralização/remineralização, também conhecido como “DES-RE”, é fisiológico e a cárie é ocasionada quando ocorre um desequilíbrio nessas reações bioquímicas. Embora a cárie seja uma doença transmissível e de natureza infecciosa, trata-se de uma condição multifatorial. Entre os vários fatores que contribuem para o seu desenvolvimento, procedem o uso de alimentos ricos em açúcar e propriedades inerentes ao hospedeiro.

O biofilme (placa bacteriana), presente na estrutura dentária do hospedeiro, é uma “cola biológica” produzida por um tipo de bactéria, denominada Streptococcusmutans, que também contribui para a formação da cárie, produzindo um ácido muito forte que propicia a desmineralização dentária.

Para a prevenção da doença cárie, ou até mesmo quando da presença de lesão branca ativa (início da cárie), preconiza-se a utilização de ingestão de águas fluoretadas, fio dental para a limpeza das áreas interdentais (uma vez que a escova não alcança esta área) e escovação dental com cremes que possuam trazem em sua composição o flúor. Este, por sua vez, torna o esmalte dentário mais resistente à ação dos ácidos.

"Uma alimentação rica em açúcar, bem como a falta de hábitos de higiene bucal, certamente irão predispor ao surgimento da cárie."

Uma alimentação rica em açúcar, bem como a falta de hábitos de higiene bucal, certamente irão predispor ao surgimento da cárie. O uso de balas, doces, chicletes, entre outros, deve- se ser evitado. Prefira o consumo de alimentos ricos em fibras, a exemplos de frutas, verduras e legumes.

É interessante salientar que pacientes que não fazem uso de alimentos açucarados, mas regurgitam constantemente (bulimia ou anorexia), ou fazem uso de bebidas ácidas frequentemente (refrigerantes), favorecem o surgimento da erosão dentária. Diferentemente da cárie, a erosão dentária ocorre sem a ação de bactérias cariogênicas, mas pela presença regular de substâncias ácidas em pH normalmente inferior ao pH em que o flúor consegue ativar o processo de remineralização (<4.5). Caso o paciente possua costume utilizar uma má higiene oral, pode haver somatória de perda de estrutura dental, devendo o tratamento ser direcionado a ambos os problemas. 

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Autor(es)

  • Alena Ribeiro Alves Peixoto Medrado / CROBA 4211

    Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia, mestrado e doutorado em Patologia Humana pela Fundação Oswaldo Cruz/ UFBA. Atualmente, é professora adjunto da Universidade Federal da Bahia e da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Na graduação, leciona nos componentes curriculares de Interação Microrganismo-hospedeiro, Processos Gerais de Patologia, Biomorfofuncional I e Processo Saúde Doença II. É integrante do corpo permanente do Programa de Pós-graduação da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, orientando mestrandos e desenvolvendo projetos de pesquisas nas áreas de patologia geral e bucal. Ademais, é Tutora do Programa de Educação Tutorial (PET-Odonto-EBMSP) da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

  • Flávia Godinho Costa Wanderley / CROBA 14373

    Possui Graduação em Odontologia pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Mestranda em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas da Universidade Federal da Bahia.

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