Publicada em 01/09/2011 às 08h35. Atualizada em 02/09/2011 às 10h05

Você sabe exatamente o que faz um agente da Vigilância Sanitária?

Conheça a realidade desse profissional e aproveite as dicas para as compras no supermercado.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Garantir que produtos, serviços e bens estejam adequados ao uso. Essa é a função da vigilância sanitária, condição essencial ao desenvolvimento das sociedades. Trata-se de um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir em problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços que interessam à saúde.

Ao poder público, cabe prover meios para que essa vigilância funcione plenamente. Já à sociedade cabe não apenas fiscalizar o governo, mas também os empresários, evitando que produtos irregulares ganhem o comércio.

Tendo em vista que a vigilância sanitária tem um campo de trabalho muito amplo, profissionais de várias áreas do conhecimento são importantes em sua atuação. Entre as formações, é possível destacar as áreas de química, farmácia, assistência social, nutrição, medicina, medicina veterinária, engenharia, física, enfermagem, biologia, radiologia, informática e comunicação.

Todo cidadão deve ser um agente sanitário e observador do seu ambiente, pode ajudar a Vigilância Sanitária na sua função de proteção à saúde e de garantia de acesso a produtos e serviços de qualidade. Porém, é necessário que a Vigilância Sanitária em todas as três instâncias, Federal, Estadual e Municipal, invista mais em informação em saúde, para que o cidadão possa saber mais sobre produtos sujeitos a vigilância sanitária e esclarecer suas dúvidas sobre a área.

É preciso que profissionais de saúde envolvam-se em ações maiores e mais abrangentes, educando para a saúde, além de fronteiras de seu ambiente de trabalho, estabelecendo mecanismos de comunicação que façam com que todo mundo entenda do que estamos falando.

A vigilância sanitária tem um papel preponderante na promoção e prevenção de doenças. A falta de investimento nessa área pode trazer problemas com a fiscalização de produtos e serviços relacionados à saúde - sejam alimentos, beleza, higiene, produção industrial, agrícola e lazer - além de comprometer muitas ações de prevenção.

É importante pensar em um novo modelo descentralizado e hierarquizado da saúde, dividindo suas funções em ações que extrapolem o âmbito do município, a partir do grau de complexidade de cada uma.

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Autor(es)

  • Elenaide de Paula Lyra / CRMV n° 1283

    Elenaide de Paula Lyra, Médica Veterinária da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia,lotada na DIVISA (Diretoria de vigilãncia Sanitária e Ambiental) e Fiscal de Controle Sanitário da Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária.

 

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