Publicada em 05/07/2011 às 11h59. Atualizada em 22/07/2011 às 10h39

Você sabe o que são as Tecnologias Assistivas?

Saiba para quem e para que servem os objetos e serviços especiais desenvolvidos por esta nova área do conhecimento.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Desde 2006, tecnologia assistiva é a expressão em português que envolve a área do conhecimento que abarca todo esse conjunto de recursos, objetos, práticas e serviços voltados para ampliar a funcionalidade e potencialidade de pessoas com alguma limitação.

O que uma bengala, um aparelho auditivo, um software para deficientes visuais acessarem a internet ou um simples suporte para leitura de textos têm em comum? De cara, podemos dizer que é a função de ajudar alguém a realizar alguma atividade que eventualmente ultrapasse suas limitações funcionais num determinado contexto. Na sequência, as palavras mágicas: inclusão, vida independente.

Assim, muito por alto, é possível definir as chamadas tecnologias de apoio ou tecnologias assistivas. Desde 2006, tecnologia assistiva é a expressão em português que envolve a área do conhecimento que abarca todo esse conjunto de recursos, objetos, práticas e serviços voltados para ampliar a funcionalidade e potencialidade de pessoas com alguma limitação.

O tema ganhou nome e destaque recentemente, mas a preocupação em melhorar a vida do ser humano é bem antiga: a mais velha prótese corporal do mundo registrada até agora foi o dedão do pé de uma múmia, que foi encontrado por pesquisadores britânicos. Chamado de “Dedo de Cairo”, o objeto era feito de madeira e couro e parece ter ajudado seu dono a caminhar normalmente.

Outro achado histórico foi uma perna mecânica que data do ano 300 antes de Cristo. Chamada de “Perna Capua Romana”, ela era feita de bronze – o que leva a crer que não era tão funcional assim. Foi destruída em um bombardeio a Londres durante a 2ª Guerra Mundial.

Hoje há muitos estudiosos quebrando a cabeça para encontrar caminhos para um mundo melhor, onde todos possam concretizar suas potencialidades, não só em busca de novos objetos físicos, como também de contextos, modos de agir, softwares – ou seja, toda uma gama de aparatos físicos ou estruturais que permitam essa evolução.

Os serviços de tecnologia assistiva são quase sempre transdisciplinares. Medicina, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, enfermagem, engenharia, arquitetura, design e educação são algumas das principais especialidades.

Quem se dedica a esse campo, tem pelo caminho muita pesquisa a fazer, antes de chegar às fases de desenvolvimento de protótipos, por exemplo. E, depois disso, é preciso enfrentar o desafio da promoção de políticas públicas, organização de serviços, catalogação e formação de banco de dados para identificação dos recursos mais apropriados e por aí vai.

Como acontece com a maioria dos novos campos do conhecimento, há uma grande variedade de classificações para as tecnologias assistivas. São tantas que não daria para reproduzir aqui. As mais importantes dizem respeito a materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais e de manutenção da casa.

Outra vertente em franco desenvolvimento é a de recursos eletrônicos e não-eletrônicos que permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com limitações nesse sentido. Um exemplo disso é o sintetizador de voz disponível no tradutor de idiomas do Google.

Tem ainda o sistema de leitura em Braille, teclados modificados ou alternativos, softwares especiais de reconhecimento de voz ou da íris, e por aí vai. Hoje não é novidade que uma pessoa com deficiência consiga viver sozinha. É possível controlar remotamente aparelhos eletroeletrônicos e sistemas de segurança localizados no quarto, sala ou no escritório.

É preciso começar a repensar a função social dos espaços públicos.

Isso se traduz basicamente em adaptações estruturais e reformas na casa e no ambiente de trabalho, com o uso de rampas, elevadores e adaptações em banheiros, que reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência. Como já dá para imaginar, a necessidade de projetos arquitetônicos para acessibilidade nas cidades é um aspecto das tecnologias assistivas.

É preciso começar a repensar a função social dos espaços públicos. Salvador, com tantas ladeiras e ruas estreitas sem calçadas, onde a acessibilidade é um problema mais que evidente e que pretende receber parte da programação da Copa do Mundo, precisa preparar rapidamente um plano estratégico em nível municipal.

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Autor(es)

  • Isa de Jesus Coutinho / CREFITO 5445 TO

    Doutoranda em Educação pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Mestra em Medicina em Saúde Humana pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Pedagoga. Terapeuta Ocupacional. Diretora do CMEI Virgen de La Almudena. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Comunidades Virtuais (www.comunidadesvirtuais.pro.br).

Tecnologias Assistivas no Brasil

Desde 2006, tecnologia assistiva é a expressão em português que envolve a área do conhecimento que abarca todo esse conjunto de recursos, objetos, práticas e serviços voltados para ampliar a funcionalidade e potencialidade de pessoas com alguma limitação.

Serviços Gratuitos
  • Serviço de Terapia Ocupacional - SerTO
    Abulatório Docente-Assistencial da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
    Av. Dom João VI, nº 275, Brotas, CEP: 40.290.000, Salvador, Bahia.
    Tel: (71) 3276 8200



  • Instituto Bahiano de Reabilitação
    Fundação José Silveira
    Tel.: (71) 3504-5900
    Av. Presidente Vargas, 2947 - Ondina - Salvador - BA – Brasil
  • Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação do Portador de Deficiências
    1ª DIRES / Salvador
    Tel.: (71) 3270-5796 / 5849
    Rua ACM, s/nº Iguatemi - CEP: 41.840.000
 

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