Publicada em 13/09/2012 às 00h00. Atualizada em 17/09/2012 às 13h32

Você usa aparelho nos dentes e tem mau hálito?

Saiba mais sobre halitose no tratamento ortodôntico com os ortodontistas Dra. Mayra Seixas, Dr. Roberto Costa Pinto e a especialista em periodontia, Dra. Edmália Barreto.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Uma pesquisa recente feita pela Associação Brasileira de Halitose  (ABHA) com 254 jovens de 12 a 19 anos das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste constatou que 37% destes adolescentes apresentam ou já tiveram problemas de halitose.  Vinte e um por cento dessas pessoas relatam apresentar mau hálito, logo após o início do uso do aparelho ortodôntico. Imaginem que 5% desses jovens relataram deixar de namorar ou sair com colegas por causa do problema.

"Imaginem que 5% desses jovens relataram deixar de namorar ou sair com colegas por causa do problema".



A aparelhagem ortodôntica, principalmente os dispositivos fixos, permitem o maior acúmulo de biofilme bacteriano (placa bacteriana) nos dentes e mucosas orais. Eles contem fios, borrachinhas e acessórios colados e/ou cimentados aos dentes que dificultam a correta higiene bucal, podendo causar cáries, doenças periodontais (das gengivas e ossos) e, consequentemente, o mau hálito.

Outro fator comum que deve ser observado com maior cuidado, tanto pelo profissional como pelos pacientes, é o acúmulo da saburra lingual (placa bacteriana esbranquiçada, podendo ainda ter a coloração amarelada ou amarronzada, que se forma na parte posterior da língua), que pode se formar em maior quantidade, devido à descamação epitelial aumentada pela fricção dos dispositivos ortodônticos nas mucosas (parte interna das bochechas e lábios). 

Se o paciente for um respirador bucal, que apresenta ressecamento oral, maior descamação epitelial e diminuição do fluxo salivar, pode-se, ainda, observar o aumento na formação de aftas.

Sabe-se que na adolescência muitas transformações físicas e emocionais acontecem e, como os tratamentos ortodônticos são realizados com maior frequência durante essa fase do desenvolvimento, é necessário enfatizar que, tanto os profissionais responsáveis pelo tratamento como os pais e os próprios pacientes precisam ficar atentos ao problema da halitose.

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Autor(es)

  • Roberto Amarante Costa Pinto

    Roberto Amarante Costa Pinto / CROBA 5648

    Graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1985. Mestrado em Ortodontia pela UFRJ entre 1996-1997. Membro da Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR). Professor de ortodontia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) no curso de graduação em odontologia. Professor convidado do curso de mestrado em ortodontia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na disciplina de Materiais Dentários para Ortodontia. Professor convidado do Curso de Especialização em Ortodontia da UNiversidade Federal da Bahia (UFBA) na disciplina de Materiais Dentários para Ortodontia.

  • Máyra Reis Seixas

    Máyra Reis Seixas / CROBA 3996

    Graduada em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1992. Mestrado em Ortodontia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre 1996-1997. Diplomada pelo Board Brasileiro de Ortodontia em 2010. Membro do Colégio Brasileiro de Diplomados pelo BBO e membro da Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR).

  • Edmália Barreto

    Edmália Barreto / CROBA 2889

    Mestre em Clínicas Odontológicas pela FOUFBA Especialista em Periodontia pela UNIP-SP Membro da Associação Americana de Periodontologia Membro da Associação Brasileira de Halitose

Serviços Gratuitos
  • Ambulatório Docente-Assistencial da Bahiana - ADAB
    Tel.: (71) 3276 8200
    Av. D. João VI, 275, Brotas, Salvador, Bahia, CEP. 40.290-000
  • Clínica de Odontologia - UNIME
    Tel.:(71) 3616-2000
    Rua Professor Fernando Rocha, 326, Paralela,Salvador,Bahia, CEP:41.741-500
  • Faculdade de Odontologia UFBA
    Tel.: (71) 3283-9011, Av. Araújo Pinho Nº 62, Canela, Salvador,Bahia, CEP: 40110-150

 

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